quinta-feira, 7 de abril de 2011

Olho a minha volta, e vejo tudo desmoronando. Não tem ninguém pra me acolher, então eu corro.
Corro da vida e de tudo que pode me lembrar que você já esteve aqui…

Eu estava olhando aquele banco em que sentamos aquele dia. Você com os olhos cabisbaixos, ouvindo todo o meu lamento, choro e indagações. Eu só repetia, por quê? Porque agora? Por que assim? E você apenas fitava os seus pés, aquele seu tênis surrado que eu odiava. E eu chorava. E você não me olhava.

Eu tinha nas mãos todos os argumentos possíveis, tudo o que a gente tinha vivido e eu só queria que você ouvisse. E você dizia: Porque não, Amanda. Porque não, Amanda. E eu não entendia, sabe? Só que hoje enquanto eu olhava aquele banco de pedra, sujo de cal, eu me lembrei de tantas palavras tuas. Tão duras. E dessa vez eu não quis chorar, sabe? Porque você realmente não me merecia como havia dito, mas porque você não quis me merecer. E eu não me arrependo da outra conversa que tivemos em que falei que você devia morar numa caverna, viver como um hermitão e que pessoas como você, que não sabiam se relacionar devia viver na selva com os animais.

E não, não há nenhum amor escondido ou enrustido, nisso tudo. É só que me deu muita raiva de você hoje, porque eu li uma frase assim: Por que ela é tão perfeita? Palavras tuas também. E então, eu queria falar tudo isso pra você. Que eu odeio quando você fica me olhando, quando você fica me observando conversar com minhas amigas, quando você me elogia, quando você vem falar comigo. Porque me dá vontade de te dar um murro e quebrar o seu nariz, por todas as lágrimas que você me fez derramar, por ficar perguntando para minha melhor amiga se eu estava bem, se eu já estava comendo, por querer saber as coisas eu faço, estar nos mesmos lugares. Não fique achando que você é meu amigo, você nunca vai ser. Basta.

E cara, da próxima vez que me vir, por favor. Finja que não me conhece.

Nunca quis admitir que depois que você apareceu as coisas ficaram mais fáceis, que você foi uma das pessoas que mais iluminou o meu ano, que eu ODEIO brigar com você, por mais que isso tenha acontecido tanto, que eu sempre morri de medo de te perder, que você nunca falou o que eu queria ouvir, mas sempre disse o que eu precisava, que você não é fofo (que fique bem claro), que eu to morrendo de medo de como vai ser tudo agora, e to morrendo de medo de não te ter por perto, seja pra falar de tudo, seja pra brigar, pra desfazer, pra abraçar, pra chorar, que eu não quero esquecer o seu telefone que eu sei decor, que eu não quero passar tanto tempo sem você, porque não é segredo pra ninguém o quanto me fazes bem! Que eu odeio o quanto eu preciso de você, é, eu que sempre fui tão auto-suficiente preciso de você, preciso rir de você, preciso proteger você de todo mundo mesmo quando não precisas de proteção, preciso ter ciúme de você, preciso saber que você sabe todos os meus sobrenomes e o meu chocolate preferido, preciso que dê desculpas pra puxar assunto, ou quando precisa de algum favor! Eu te amo muito e não me abandone, de novo..